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11 de abril de 2012

Salário mínimo deveria ser de mais de R$ 2.200 em março

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O salário mínimo do trabalhador no país deveria ter sido de R$ 2.295,58 em março, para suprir as necessidades básicas dos brasileiros e de sua família, segundo constata a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira (9) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 3,69 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 622.


Relações

O valor estimado pelo Dieese em março é ligeiramente menor do que o apurado para fevereiro, quando o mínimo necessário fora calculado em R$ 2.323,21, ou 3,74 vezes o patamar atual. Há um ano, o salário mínimo necessário para suprir as necessidades dos brasileiros era de R$ 2.247,94, equivalente a 4,12 vezes o mínimo em vigor naquele período, de R$ 545.

Jornada

A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em março deste ano, o conjunto de bens essenciais diminuiu, na comparação com o mês anterior e também em relação a igual período de 2011.

Na média das 17 cidades pesquisas pelo Dieese, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 84 horas e 53 minutos para realizar a mesma compra que, em fevereiro, exigia 85 horas e 30 minutos. Já em março de 2011, a mesma compra necessitava de 96 horas e 13 minutos.


Fonte: Agência Estado

3 de fevereiro de 2012

Trensurb teve 16 panes em 13 meses, ameaçando futuro das expansões

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Da zerohora.com - Alternativa aos congestionamentos históricos da rodovia Porto Alegre-Novo Hamburgo (BR-116), o trensurb vem dando sinais frequentes de desgaste.

Segundo levantamento da Rádio Gaúcha, ontem ocorreu a 16ª pane em 13 meses. Para exigir que a empresa assuma os contratempos, o Ministério Público Federal (MPF) pretende ingressar, nas próximas semanas, com um processo pedindo que ela apresente planos de contingência para a comodidade dos passageiros. Também será solicitada a indenização pelos afetados a ser revertida à União.

Conforme o procurador da República da Justiça Federal de Novo Hamburgo, Celso Tres, autor da ação, eno ano passado, uma pane que deixou o trem parado por quase todo o dia fez com que ele instaurasse um inquérito civil público pedindo que a Trensurb prestasse esclarecimento sobre o plano de emergência em situações como a de sexta-feira.

— Eles apresentaram, mas observamos que não corresponde à realidade. Dizem que têm uma parceria com a Carris para levar os passageiros, mas não funciona como eles dizem. Depois desse novo incidente, vamos apurar todos os elementos ocorridos com a interrupção e encaminhar à Justiça, pedindo indenização — declarou o procurador.

A estimativa é de que 30 mil usuários do serviço tenham sido afetados na sexta devido ao rompimento da ligação entre dois cabos, na Estação Anchieta. Os técnicos levaram cerca de três horas para solucionar a pane.

Conforme Rubenildo de Azevedo Ignácio, gerente de operações da empresa, o material deve ser encaminhado para análise na semana que vem. Ele garantiu que são realizadas manutenções diariamente:

— Não tínhamos como prever. Somente depois da análise técnica é que saberemos o que aconteceu.
Os trens têm uma vida útil de 50 anos, e a Trensurb está na metade desse período. Apesar de salientar que são tomados todos os cuidados de prevenção, Ignácio admite que o sistema já está ultrapassado:

— Já fomos a Brasília pedir recursos para a compra de mais 10 carros. Ainda estamos em negociação.

A necessidade de trens novos também se dá em virtude da ampliação de terminais, que deve trazer 20 mil novos usuários a partir de março.

— Esse fluxo aumentado exigirá mais dos trens, que passarão a rodar uma quilometragem maior e também terão maior desgaste eletromecânico — admite o gerente.

5 de outubro de 2010

Trensurb fica sem escada rolante até dezembro

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Por pelo menos 90 dias, as reformas em três das cinco escadas rolantes das estações Fátima, Farrapos/IPA e São Pedro deixarão os passageiros do trensurb com menos opções para se deslocarem com mais tranquilidade.

Na Estação Mercado, três das cinco rolantes estão paralisadas há duas semanas, também para reforma. Porém, deverão ser liberadas em 30 dias.

Ontem, surpreendidas pela paralisação das escadas do setor de desembarque da Estação Mercado, as amigas Dalva da Silva, 72 anos, e Lucimar Lisboa Cruz, 83 anos, levaram mais de um minuto para descer os degraus.

Com cuidado, Lucimar fez questão de segurar-se no corrimão. Dalva a conduziu.

– A falta da escada rolante atrapalha, principalmente, os idosos. Descemos bem devagar para não corrermos riscos – contou Dalva.

– Não dá para correr. A pressa é inimiga da perfeição – reforçou Lucimar.

Reformas são necessárias

De acordo com a assessoria de imprensa da Trensurb, a reforma completa de uma escada rolante é necessária a cada dez anos, independente da existência de manutenção preventiva periódica (semanal, quinzenal, mensal). A recuperação envolve a troca de todas as peças móveis da estrutura, por isso o tempo maior na desmontagem e montagem de todo o equipamento.

Ao todo, são 30 escadas rolantes em 17 estações da Trensurb. Até agora, já foram reformadas nove escadas localizadas nas estações Sapucaia do Sul, Luis Pasteur, Canoas/La Salle, Mathias Velho e Niterói/UniRitter.

Matéria publicada pelo jornal Diário Gaúcho